quinta-feira, outubro 20, 2011

It´s now or never ...

Quando falei para a Marcia que eu iria escrever um novo texto para o blog ...ela me respondeu toda feliz: vai lá e escreve! tudo!...Falei isso, porque tinha um negócio dentro de mim, me matando e fazendo com que eu tivesse vontade de gritar, por isso pedi para escrever...porque escrever é o grito feito de maneira educada. Hoje quando li um texto da Tati bernardi  desconbri o nome do vazio que sempre senti e percebi que é sobre ele que devo falar....

Achei que o texto da Tati era sobre mim, ela dizia: “ sem me explicar (eu não sei me explicar, sou louca, só isso) me tranquei no banheiro mais próximo. Chorei vinte e sete minutos ininterruptamente. Senti uma solidão profunda, devastadora, invencível, arrebatadora e inexplicável. Quero voltar pro útero de mamãe e me dividir em duas. E me dar um irmão. Alguém nesse mundo que possa se trancar comigo em um banheiro improvável e chorar...”
Pois é sempre exatamente assim.... no banheiro que eu tiro a minha fantasia de menina forte e inabalável. A tati continua: “Eu tenho amigos, eu tenho uns parentes por aí também. Mas não tem jeito, eu sou ridiculamente sozinha nessa vida. Eu sei, tem gente que tem irmão e nem olha na cara dele. Eu sei, nossos irmãos de verdade são os nossos amigos. Mas não é de uma amizade pura e perfeita e presente que estou falando.”
Não vou culpar meus pais por nada, porque eu sei que existem milhôes de filhos únicos que possuem milhões de amigos...mas para mim ,ser filha única, fez de mim uma pessoa que aprendeu fazer tudo sozinha, responsável e forte SEMPRE!
Nunca me dei a chance de chorar nos braços de alguém, porque eu simplesmente aprendi a fazer isso só e trancada dentro de mim mesma.
Nunca senti dificuldades de fazer amigos, mas SEMPRE tive dificuldades de permanecer perto deles, SEMPRE que me apeguei a alguém, me afastei segundos depois, como numa reação de causa e efeito, e não foi por raiva, nem rancor...foi por medo de ter alguém que enxuguasse minhas lágrimas.
A tati me descreve de novo: “saber que a história da minha infância se encerra em mim é tão terrível que acho que escrevo por causa disso. Talvez se eu me contar, eu exista. Talvez se eu me lembrar, eu exista.”
Talvez se algum dia eu perder esse medo eu exista! Porque honestamente, ser uma pessoa só é viver na escassez, é nunca estar pleno  é sempre querer mais e mais e mais de si, não dos outros! Acho que é por isso que SEMPRE me agarro na primeira  pessoa que me aparece e cuida de mim, aconteceu uma vez e vai acontecer de novo (tô pressentindo)...
E assim eu vou levando... tendo dificuldades de me ligar emocionalmente as pessoas e sentindo a cada dia mais falta delas!
Ontem fiquei 6 hrs conversando com um amigo e me perguntei por quanto tempo eu e ele ficaremos juntos....me perguntei tambem quantas marcias, manoelas, talicias, robertas, laianas, heytores, felipes, glaucianes e cristianes irei perder até que alguém tire de vez minha fantasia . Foi ai que tomei o cuidado de avisar para ele que se eu me afastar, a culpa não será dele, será minha! Como SEMPRE!




Autor "desconhecido" ... 

4 comentários:

  1. Olá! Visitando outros blogs para conhecer, e pedir para visitarem o meu, também, .
    Que musa inspiradora, vc arranjou para escrever, hein?Tati Bernardi, bom gosto!
    Abraços, sucessos e bom final de semana!
    epa...ia esquecendo: blog iniciante: felisjunior.blogspot.com/

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  2. O problema das pessoas é que elas sabem onde estão os erros, mas o orgulho é tão grande que não tem coragem de pedir uma simples desculpas e acabam perdendo as coisas mais simples e importante que a vida oferece....mas ainda estamos vivas !!!!

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  3. Anônimo? .. ãnHan!! ..

    rs
    Conheço cada palavra. Cada argumento.
    De anônimo, nada tem! .. rs

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  4. amei a visita q fiz ao seu blog.sou de camocim-ce..continue inspirada!!!!bom dia!

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